foradogancho
  

Sigmund Freud, anlyse this... 

 

Meu, eu AMO minha psicóloga. Conversamos muito sobre o Notlim e tudo o que ele me faz sentir (que o céu é mais azul e que 2 e 2 nem sempre são 4). Falei, falei, falei até, quase literalmente, pedir água. Ela ficou só ouvindo... Aí vieram suas impressões. Concluí que minha angústia muito tem a ver com o modo como eu me coloco diante da pessoa pela qual me interesso. Confirmei pra mim mesmo que, de fato, não são exatamente “naturais” as coisas que ele me diz ou faz nas vezes em que estamos sozinhos, mas que se eu quiser um pouco de paz vou ter de lidar com isso sem necessariamente achar que ele gosta de mim e tem medo de admitir ou que eu sou tão “nadinha” que ele faz sem nem perceber (pode ser uma coisa ou outra – ou ainda um montão de outras – mas é ele quem precisa descobrir isso e não eu).

Além disso, consegui perceber claramente o quanto eu me sinto sem mobilidade nessa relação e que caberá a mim, isso sim, decidir se quero continuar me satisfazendo com essa imobilidade. Agora, eu gosto dele, de verdade, mas isso não precisa – NÃO! – significar sofrimento. Mas tenho problemas em agir como alguém que pode seduzi-lo e, quem sabe, inspirar nele a vontade de experimentar novos sabores no amor (novo sexo e novo relacionamento com outra pessoa, em outro ritmo, regado a outros tipos de conversa – únicas, como somente eu, simplesmente por ser eu, posso oferecer).

De igual pra igual é mais gostoso e menos angustiante. Por isso senti tanta paz naquela madrugada na praça (ver texto Aquela madrugada na praça..., postado em 20/04/2004). Agora na posição de quem depende e precisa – sentindo-se sem condições de ter – é chato e me remete aos fracassos antigos que permearam minha relação com o amor até aqui. Isso eu percebi e tenho de ficar atento.

Admiti que Notlim é parecido comigo no que diz respeito a ser bem chegado num controle, em ter as coisas sob sua batuta, e que ele exerce isso nas vezes em que estamos a sós. Ele convida, ele sugere, ele diz, ele desdiz... E eu posso agir naturalmente, desde que seja para acertar o convite, acatar a sugestão, ignorar o que fica no ar e esquecer o desdito. Será que ele teria agido naturalmente – como eu agi – se eu o tivesse convidado para ficar um pouco mais comigo às 4h30 da manhã numa praça perto da minha casa? Será que isso não significaria para ele as coisas saindo do controle? Ele quer, sim, que os acontecimentos sigam a seu modo, e eu não tiro o seu direito, mas não posso me negar a prerrogativa de não querer fazer parte disso. É ou não é?

E, por fim, se eu não viro a página nessa história logo de uma vez, vi que é porque, como eu suspeitava, gosto da sensação de ter alguém me levando pra casa às 5h30 da manhã, e alguém que não seja “apenas um amigo”. Mas se Notlim não é “apenas um amigo”, isso não quer dizer que ele seja mais que isso. Pode ser que seja menos. E menos eu acho que não quero.

 

This is the dawning of a new spiritual revolution...

 



Escrito por De Luxe às 13h49
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Musicology

NPG Records; distri: Sony Music

 

O melhor mesmo é ir direito ao assunto: em "Musicology", Prince fez o seu melhor álbum desde os anos 80 ainda que este não seja o brilhante regresso que uma turba (mais ou menos camuflada) de fãs espera já lá vão mais de dez anos. Depois de uma década, a de 90, desastrosa, há agora vários indícios que esse momento pode, afinal, estar perto. A batalha contra a indústria discográfica parece ter ficado para trás sem que se vislumbrem vencedores ("Musicology" é distribuído pela multinacional Sony, mas é também distribuído gratuitamente aos compradores de bilhetes da sua digressão americana, além de serem permitidos downloads pagos em vários sítios na net relacionados com Prince), e mais de dez anos depois de ter editado o seu derradeiro single com pés e cabeça - "Get Off" - Prince volta a estar em forma. Ele próprio decidiu recentemente abandonar a ideia de lhe chamarem "the artist formerly known as Prince". Ou seja, está de volta e o tema título de "Musicology" não deixa dúvidas: o híbrido de James Brown, Jimi Hendrix, Stevie Wonder e Sly Stone que representava o melhor Prince está aí para quem quiser voltar a apreciar um dos artistas mais especiais dos anos 80. O resto, sem chegar a ser genial, indica que ele se encontra de novo no bom caminho.

Curiosamente, isto acontece quando o Prince do século XXI é recuperado por uma geração que, provavelmente, ainda não era nascida à época em que ele se tinha tornado em estrela prolífera da música popular urbana. A importância da obra da autor de "Sign o' the Times" é referência absoluta (e esse álbum chega a ser explicitamente citado) no último disco dos Outkast, a banda mais creditada de 2003. Alicia Keys gravou uma versão de uma das suas canções. Da mesma forma que a actuação mais vibrante na última cerimónia de atribuição dos Grammies aconteceu precisamente quando Beyoncé Knowles subiu ao palco com ele para interpretar "Purple Rain". Passaram vinte anos desde que essa canção foi editada originalmente, mas também só agora Prince foi nomeado para o Rock'n'Roll Hall of Fame (um ritual de passagem para a aristocracia do género). E os bilhetes para os concertos da sua digressão nos EUA têm atingido preços inacreditáveis em leilões na net, até porquer ele anunciou que esta seria a última vez em que tocaria os primeiros êxitos.

Ainda assim, não vale a pena começar a embandeirar em arco. "Musicology" já não será um daqueles álbuns em que Prince despejava canções a eito algures arquivadas em Paisley Park mas também não é o Prince de "Parade" ou "Sign o' the Times". Aos 45 anos, ele não é o Prince dos 25 anos, o que também pode querer dizer que está menos narcísico ainda que neste disco seja responsável pela produção, arranjos, composição e interpretação de quase todos os instrumentos. Desde o funk poderoso de "Musicology" (certamente inspirado numa qualquer canção do reportório de James Brown) que Prince se aplica em demonstrar um maior equilíbrio na forma como se apresenta em disco. Há duas belas baladas super-sexy ("On the Coach", "Call My Name"), mais breaks de funk dançarino ("Illusion, Coma, Pimp & Circumstance"), citações de Marvin Gaye ("Dear Mr. Man") e pop vintage relaxado ("Reflection") capaz de fazerem assomar o fantasma de Prince dos anos 80. Mas também há o mau gosto mais piroso, resgatado dos piores épicos dos anos 70 ("A Million Days"), música para encher como tem sido costume nos últimos álbuns ("Life 'o' the Party") e números de demonstração de virtuosismo barato ("If Eye Was the man In Ur Life"). E isto chega para fazer de "Musicology" o melhor Prince dos últimos dez anos.

Miguel Francisco Cadet, no site www.jornal.publico.pt

 

Obs. A dica está dada. Musicology na cabeça em 2004!!!!

 

P.S. Ta vendo? Bem que eu disse que o Outkast tinha a ver com o Prince. Gosto mais ainda da galera do Hey Ya!



Escrito por De Luxe às 13h02
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Dia da manga com leite

Hoje tenho terapia. Esperei a semana toda pra voar até lá e falar do Notlim pra minha terapêuta. Ela ainda não sabe da existência dele porque eu nunca comentei nada. Mas depois do final de semana passado, não sei, voltei a pensar nele e sentir sua presença - como quando eu estava apaixonado por ele. Mas o engraçado é que eu acho que não estou mais. Eu não estou sofrendo...Eu nunca me apaixonei sem sofrer. Se bem que tem gente que se apaixona sem sofrer. Mas isso não é quando a paixão é correspondida? Só que a minha não é! De novo. Mas amor não correspondido sem sofrimento? Nããããã.....Quem é que cai nessa? Justo eu...católico apostólico romano com a força... Culpadão e chegado numa cricificação? Sei não...Ai de mim que não sei quem sou depois que o Notlim voltou.... Depois eu conto como foi a sessão.

LOVELIFE 

 



Escrito por De Luxe às 10h47
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Laminas da censura

* Alguns fatos e nomes sofreram cortes por se tratar de uma história que o tempo ainda não se encarregou de fazer os envolvidos esquecerem. Mas um dia, Deus é pai, eu publico tudo na íntegra...e viro matéria no Fantástico.



Escrito por De Luxe às 19h08
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Crônica de uma festa crônica (versão editada)*

 

 

O começo

Juro. Ela durou horas. Fui à festa mais longa da história das “reuniões alegres para fim de divertimento” (definição do Aurélio) e – não sei se “ainda bem” ou “puta que bosta” – eu me lembro de cada minuto dela. Sim, porque eu não contei, mas estou impossibilitado de beber, por ordens médicas e período indeterminado. Okay. Sendo assim, a parte que me coube do latifúndio foram uma garrafa de Coca Light embaixo do braço – literalmente em alguns momentos – e muitos, MUITOS, lances engraçadíssimos guardados na memória inabalável e intacta deste abstêmio que vos escreve.

Cheguei por volta da meia noite e o pico ainda estava vazio. Aliás, que pico! Um apartamento lindo com direito à vista maravilhosa da cidade e um nascer de sol privilegiado (depois eu volto nesse assunto do sol). A balada prometia. Vejam só: um monte de amigos, DJs de prima (adoraria dizer quem são, mas meu blog decidiu salvaguardar as identidades de todos os envolvidos) e noite deliciosa. Na primeira oportunidade, minha amiga/irmã, Anna Stesia, veio contar a mais nova envolvendo sua louca história com P., um pretê/problema dela. “Conversamos”, ela desabafou. “Conversaram!?”, admirei-me feliz. Isso valia muito. Minutos depois chega S.L., antigo namorado de Anna (sim, ela é danadinha...) e que há bem pouco tempo tinha o efeito de um fio desencapado em poça d’água na vida dela. Mas desta vez, Anna estava ótima a respeito dele. E eu satisfeito por tudo estar bem. Todos nós merecemos.

Festa rolando, gente chegando, som aumentando, pista enchendo. E os comentários de praxe já podiam ser ouvidos.“U-huu”. “E aí?”. “Meu, não te vejo há séculos!”. “Fulaninho, te vi na Benedito”. “Menina, o cabelo daquela ali é de propósito?”. “Onde ficam as cervejas?”. Enfim, festa...

 

O meio

Disseram que o babado seria para poucos e bons. Ao mesmo tempo fiquei sabendo que o negócio era fazer o pico lotar. Confuso, fui preparado para as duas possibilidades. Doce ilusão, pois nada – nada! – poderia me preparar para o que viria. As pessoas começaram a chegar trazidas em caminhões. Containeres de gente aportavam naquele prédio e, em fração de segundos, já não se caminhava mais necessariamente tocando o chão. Uma amiga, dona da residência – que basicamente, andava sem parar, beijava na boca e bebia – agregou entre suas atividades a busca, séria, por um engenheiro. É que alguém fez o favor de exclamar, num misto de ironia e pânico, que “aquela porra ia cair”. A escada que levava para os aposentos principais estava devidamente interditada por um fio que de longe parecia uma serpentina, mas que depois descobri tratar-se de um do not cross simbólico. No exato momento em que a fila para o banheiro disponível passou a exigir mais de um segundo e meio de espera, a serpentina protetora já não podia mais ser avistada e pesinhos furtivos tornaram as escadas um exercício a mais durante as horas intermináveis daquela balada enlouquecida.

Cuspido de caixas de som gigantescas, Lobão nos contava que “toda a taba ateia som” e o nosso Xingu particular se excitava ainda mais. Chacretes improvisadas não se fizeram de rogadas e subiram no sofá de alvenaria que contornava a sala/pista (quando tocava samba o espetáculo era ainda mais bizarro). E em meio a tudo isso, Anna teve surpresas (no mínimo) desagradáveis. Ódio, ódio, ódio quem fez isso com Anna. “Mas, amiga, bebe aí, vai, vamos curtir a festa”. E ela o fez: dançou, beijou, encantou e foi bonita e gostosa como nunca deveria deixar de ser.

Eu? Bem, eu perambulei por tudo; dancei Sexy M.F., do Prince; Hey Ya, do Outkast – pulando horrores porque a sobriedade permite – e vi, sim, que um ou dois carinhas até se mostraram interessados. Mas, aí que preguiça...

 

O fim

Seis horas da manhã e as pessoas descobriram mais uma diversão na festa que não acabava nunca: ver o sol nascer – ou nascido, como queiram. Que pique! Eu já não agüentava mais, meus pés estavam de malas prontas para irem embora e me processarem por maus-tratos até que um conhecido meu, super fofo, vendedor de queijos, me ofereceu uma carona. Aceitei imediatamente e deixei o campo de batalhas com alguns mortos e feridos, mas todos salvos. No caminho para minha casa, o fofo comentou que não entendia porque tanta gente e tão pouco beijo na boca e casais formados. Eu – que sinceramente vi mais beijo na boca ali do que em manifestação em shopping – saquei que ele deveria estar lamentando alguma cantada que não colou. Rebati PSDebista: “Sabe-se lá o que vai na cabeça das pessoas”. E ele: “Mas se um anjo da morte descesse no meio de todos, no ponto mais alto da festa, e decretasse que aquele seria o último dia e que depois dali só o incerto, a morte e o nada, tenho certeza que a festa teria sido diferente”. Refleti sobre o que ele disse e concluí que, de fato, se tivéssemos sempre em mente que um anjo da morte nos espera no final, nós nos divertiríamos mais no durante e não nos preocuparíamos tanto assim com o depois.

 

LOVELIFE 

 



Escrito por De Luxe às 19h07
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Hey Ya!

Ouçam Hey Ya, do Outkast, PELAMORDEDEUS. É moooooooito boa! Tem uma batida estilo "batidão" que é de soltar o assoalho e o esqueleto da gente fica meio pulando dentro do corpo querendo dançar. Eu não tenho a menor idéia do que a letra diz, mas tem uma hora que o vocalista fica repetindo "alright,alright,alright,alright,alright,alright,alright,alright,alright,alright,alright,alright!". Ai, ADORO! Baixem, comprem, roubem, façam qualquer coisa, mas ouçam. Antes que as rádios façam a gente enjoar e vomitar ao ouvir falar do nome Outkast (se bem que tomara que isso não aconteça porque eles parecem mesmo legais e o vocalista me lembra o Prince com aquele cabelo chapinha japonesa e as calças Santropeito....)

Outkast: Hey ya!, batidão e calça Santropeito (ADORO!)



Escrito por De Luxe às 11h07
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Ai, cansei!!!!!

Vcs acham que pessoas que fazem de tudo para ficarem famosas têm direito de reclamar da fama depois? Tipo, eu vi um clipe da Britney Spears no qual ela está numa limousine, brigada com o pretê, meio com cara de cu. Aí, ela saí se depara com uma constelação de fotógrafos, fãs e o caralho a quatro enchendo mais ainda o saco dela. Ela faz caras, bocas, cabelos, ombros e bicos e foge, angustiada, de toda aquela comoção, daquele bando de hienas carniceiras que só querem fazer da vida particular dela um espetáculo a mais para eles. Drama puro. A racha morre no clipe, sangue na banheira, ambulância, hospital, enfim, drama. A mensagem toda é: ser famosa é uma bosta, deixa a gente muito exposta e o lance é morrer para esta vida e nascer para uma outra mais simples, tranquila e cheia de amor. Acho legal, gosto do estilo tragédia-pop-de-quinta. A Madonna tem uns clipes desses de "estou de saco cheio da fama", tem um outro no qual ela é assassinada e tal. Mas, por outro lado, eu me pergunto: será que essa galera pode reclamar tanto assim da fama? Não quero ser autoritário, mas, o povo come cocô pra entrar pro bigtime e depois fica numas de "ai de mim". Tipo aquele ator, o Marcelo "Vladimir/bombeiro" Farias, meteu a mão na fuça de um repórter - eu não sei, mas provavelmente o profissional da imprensa deveria estar querendo saber "qual é a boa" da vida particular do moço e - catapumpa!!! - tomou uma piaba. Mas por que então essa galera vive saindo na capa da Caras cada vez que solta um pum? Qual é a dessa relação de amor e ódio entre celebridades (instantâneas, merecidas, talentosas ou picaretas) e a imprensa - que, diga-se de passagem, deveria caçar o que fazer? Opiniões, por favor...Serão muito bem vindas...

LIVE 4 LOVE



Escrito por De Luxe às 10h48
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Muito barulho por nada

Pois é. Rolou o tal almoço, foi ótemo, mas Notlim não estava lá...Estão vendo? Muito barulho por nada...Mas sabem que para uma coisa esse almoço serviu? Eu concluí que Notlim só insistia na carona por ser gentil e sensato. De fato, ele mora mais perto mesmo de mim. Só isso. Nada além disso.

Boo-hoo



Escrito por De Luxe às 10h31
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Putz!

O endereço do blog do Bortolotto é atirenodramaturgo...Tem nos links aí do lado. Caraca, maluco, já ia esquecendo o principar...

LOVELIFE



Escrito por De Luxe às 15h38
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Tô amando essa história de blog

Blogueiros da net,

sei que muitos já devem conhecer, mas para os que ainda não, lá vai a dica: o blog do dramaturgo e escritor Mário Bortolotto é BEEEEEEEEM legal. O cara escreve de maneira simples (no melhor sentido do termo), mas diz coisa pra caralho.

LOVEGOD!



Escrito por De Luxe às 14h49
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Lembrei meio do nada que tinha essas fotos...A primeira é a praia que recebeu a gente (eu, minha jovem amiga e Tracy) na manhã em que chegamos em Trindade. Linda, né? Eu nunca tinha visto nada igual. Na segunda, eu e Tracy - ele é o de mochila vermelha...Eu sei que não dá pra ver rostos, mas...fazer o quê nééééé?

Obs. Ah! Se quem estiver vendo essas fotos quiser saber do que se trata (quem diabos é Tracy, o que Trintade tem a ver com este blog etc.) é só ler o texto Às vezes neva em abril...

LOVESEXY!

 



Escrito por De Luxe às 11h23
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   Feriadão nubladão comprime um tanto meu coração...

Hoje tem almoço na casa de um amigo para comemorar o aniversário de outro amigo. Todo mundo vai estar lá - "everybody is here, this is the jam of the year". Há chances de Notlim estar lá também. A casa do amigo que vai oferecer o almoço fica em frente ao prédio da MELHOR amiga dele. E TODO MUNDO se conhece e hoje é feriado e ninguém tem nada pra fazer...blábláblá. Ai, coraçãozinho freia...mas não capota. Puta que pariu! Que merda eu voltar a me preocupar com essas coisas - fulaninho vai estar lá, fulaninho não vai, assim, assado, carne seca com ensopado. Juro, acho isso ridículo, mas simplesmente não consigo evitar.  Já sei o que me falta...

Escrito por De Luxe às 11h13
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   Garota, eu vou pra Califórnia...

TOURO (21 abr. a 20 mai.)
Feriadão regado a muita imaginação e senso artístico amplia em você o desejo de acertar o tom e o equilíbrio no amor. Fique alerta para as captações espirituais que tiver; você pode dar vazão a um talento oculto ou subestimado, nos próximos dias, se anotar as idéias que tiver hoje.

Meu horóscopo de hoje...Bom eu sempre quis ser cantor...Mas também já quis ser estilista, DJ, ator...Menos modelo...não sei, sabem, tenho um intelecto aguçado demais pra simplesmente ficar fazendo pose em revista ou andando num pedaço de maneira compriiiiiiido vestindo algo que me mandaram vestir...Não sou só um corpo, entendem?



Escrito por De Luxe às 11h05
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   Aquela madrugada na praça...

Há muito tempo não sentia tanta paz quanto naquela madruga na praça. Notlim, que voltou a me dar caronas para casa depois da balada, me pediu companhia enquanto passeava com seu cachorro, ali perto de sua casa.

- Você tá com pressa?

- Não, respondi flagrando-me numa sinceridade confortante e que há muito também não usava.

Ficamos algum tempo ali, falando de São Paulo, do quanto ele estranhou e teve medo quando chegou à metrópole vindo de uma pequena cidade do interior. Eu, não fazia muito a não ser sentir-me em paz. E feliz. Feliz por estar diante da chance de ser eu mesmo diante dele. Sem cerveja na cabeça, sem palavras presas na garganta e sem esperar que ele dissesse nada que eu achava que ele nunca dizia por medo. "Talvez não haja mesmo nada para ser dito", eu pensei. A não ser que São Paulo é hostil com os que chegam, cruel com os que vivem nela e que o cachorro adorava aquela praça. Eu estava sentado com as pernas cruzdas sobre o banco, ele com uma lata de cerveja ao alcance da mão. Momentos de paz e a certeza de que eu não deveria estar em nenhum outro lugar naquele instante. E mais: que nada, força nenhuma no universo, teria me impedido de estar ali naquele instante. "É incrível a força que as coisas têm quando elas têm de acontecer", costuma setenciar uma amiga. Dormi feliz naquela noite. Como há muito tempo também não fazia.



Escrito por De Luxe às 20h19
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   Às vezes neva em abril*

Eu a minha fantástica companheira BEM mais nova tínhamos alguns quarteirões ainda a cambalear. Mas, de repente, não sei explicar até hoje, segurei forte na mão da jovem, olhei para ela e, de fora de mim, sugeri aos dois:

-          Vamos atrás deles?

-          Será? – perguntou a garota já certa de que íamos.

-          Agora!

Viramo-nos e saímos correndo. Alguns minutos depois estávamos num ônibus velho – iguais a esses que rodam aqui por São Paulo – com dois argentinos, indo para Trindade. “Mas e o meu trabalho?”, pensei. “E a cota de aventuras há muito transbordada?” “E minha mãe e as contas que tinham de ser pagas na segunda-feira?” “E a minha vida sob esse falso controle que insisto em manter?” “O que eu estava fazendo?” As dúvidas, o crescente interesse pelo belo estranho, o cansaço de uma noite não dormida, o resultado de quantidades industriais de vodka com flash power, tudo se manifestava em mim à medida que chegávamos ao nosso destino. O gringo estava em férias. A garota minha amiga também. E por mais que mudanças de plano interceptem o dia-a-dia de um viajante, elas fazem mesmo parte de um plano principal, maior, que é de conhecer tudo o que seja possível. Mas eu me sentia correndo riscos demais, sabia que só estava ali por causa do belo estranho e que, muito provavelmente, nada do que esperava aconteceria, nunca acontecia mesmo... Eu devia estar a caminho de casa àquela altura, para arcar com todas as minhas responsabilidades. Mas quais eram mesmo? E eu, que nem gostava tanto assim de viajar – detestava em alguns momentos – sentia que a chance se colocara à minha frente. Estava confuso. Mas sentia uma espécie de sorte em alguns momentos, um dos argentinos – gringo indiferente – não quis parar em Trindade conosco, seguiu direto para Paraty. Estávamos só eu, o belo e a garota BEM mais jovem. “Ela não seria problema”, planejei. A conexão parecia perfeita entre mim e o belo.

* * *

A praia que nos recebeu em Trindade estava deserta. Parecia-me extremamente selvagem. Os olhos do gringo brilhavam, os meus também. O sol nascia por trás de uma pedra, meus pés já haviam se livrado do All Star com a palavra LOVE escrita no pé direito e eu pensei: “Finalmente eu vejo, a vida é muito mais...”.

Apesar da desagradável sensação de descontrole que latejava no meu estômago, o dia foi maravilhoso. Sabia que a garota não seria problema. Éramos somente eu e ele naquela aventura. Por sermos ambos “um tanto estrangeiros” naquela pequena cidade, fizemos tudo juntos e, juntos, nos encantamos por tudo o que vimos. O sol, o sono ali mesmo na praia, as bijuterias hippies que compramos dos não poucos vendedores sorridentes que passavam a cada cerveja que pedíamos. Tudo parecia incrivelmente poético e escrito especialmente para mim. Apaixonei-me por mim mesmo, por minha coragem, pela viagem, pela garota BEM mais jovem, pelos momentos passados ao lado do cada vez mais belo gringo e, bem, apaixonei-me...

* * *

Nada aconteceu entre nós, a não ser amistosos tapinhas nas costas que indicavam que pensávamos da mesma forma sobre algumas impressões da vida e da praia. Mas mesmo assim, alguma coisa me dizia que eu havia conhecido alguém que valeria a pena. Só me esquecia de tentar descobrir que tipo de escrito essa pena deixaria para a posteridade da minha própria vida. Um amigo? Um namorado? Um amante? Nenhuma das opções parecia encaixar, nem à realidade tampouco aos meus desejos. Mas eu estava ansioso demais para pensar naquilo... Pensaria depois, na viagem de volta talvez, guardando esse segredo da garota BEM mais jovem e, quem sabe, até mesmo do mundo...

Os dias que se seguiram àquela aventura pareciam não estar acontecendo. As contas foram pagas, o trabalho feito e só uma coisa fazia parte da minha realidade: a promessa de encontrar o gringo de novo. Mas isso demoraria muito. Talvez aconteceria nunca. “Talvez ele tenha encontrado a resposta para a neve de abril. Talvez um dia eu veja meu Tracy de novo”.

 

* O título, as últimas palavras entre aspas e a inspiração desta história vêm do espírito neopsicodélico, glamouroso e um tanto melancólico da canção Sometimes It Snows In April, que Prince teve a generosidade de compartilhar com todos nós em seu álbum de 1986, Parade.

 



Escrito por De Luxe às 18h53
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   De novo, o amor...

Ai, ai e de novo, o amor...Aquela coisa legal, mas pentelhérrima que faz a gente fumar demais, precisar daquele comprimidinho pra dormir e passar a se importar com a vida e o círculo de conhecidos de uma pessoa que a gente sequer sabia que habitava este confuso e, às vezes, adorável planeta. Pois é. Reencontrei Notlim. Depois de um tempo...acho que uns...quatro meses.

Não que eu não o visse mais, mas a última vez que me estressei por causa dele foi às vésperas dos feriados de final de ano e, vocês sabem, depois do reveillon a gente fecha os olhos e, pumba, está na Páscoa – é...Natal, Ano Novo, férias, Carnaval, muita gente fora e o ano só começa mesmo em abril. Pois foi o ano começar, as coisas assumirem seu ritmo habitual e as conversas na mesa de bar passaram a contar, de novo, com a voz dele. É preciso deixar bem claro que nunca tivemos nada. Nem beijo, nem sexo nem um cineminha. Simplesmente o bom e velho platonismo que embrulha – em mais de um sentido do termo – todos os meu amores. Naquela época – final do ano passado – minha cabeça estava uma zona. Vulnerável no “úrtimo”, eu ansiava mais que nunca ter alguém para ocupar um antigo vazio da minha vida. Eu conheço Notlim há mais de um ano e, posso dizer, o amei desde a primeira vez que o vi. Ele é casado com um outro cara há 10 anos e, dizem, o casamento é feliz, estável e regado a muita fidelidade – eu sei, isso é praticamente impossível no chamado mundo gay, mas, sim, eu encontrei um casal assim, e me apaixonei por um dos cônjuges.

A coisa toda começou a tomar ares de mistério quando passei a perceber que Notlim passou a me tratar com especial gentileza. Seu olhar castanho sempre a analisar meus movimentos gordinhos porém fluídos, e meu coração acionava o módulo “Cuidado: Garoto Apaixonado!”.

Não posso afirmar que se tratava exatamente de uma paquera, era mais um “prestar atenção” mesmo, mas eu não quis nem saber: apaixonei-me deliciosamente e me apeguei a tudo que via de diferente nele, em relação a outros pretês-roubada pelos quais já tinha me interessado, para tentar justificar pra mim mesmo que valia a pena estar ali. Saca o “desta vez é diferente”? Pois é, BEM por aí.

E, de fato, que prazerosa agonia eu sentia cada vez que ele fazia questão de me dar uma carona na volta da balada mesmo sabendo que não era exatamente ele o que morava mais perto da minha casa, que sensação morna e cheia de esperança quando eu o pegava olhando pra mim... Houve até a vez em que eu, bêbado, resolvi me declarar. Mas ele, usando a desculpa da bebedeira com ainda maior maestria que eu, ousou soltar na praça que não se lembrava de palavra do que eu tinha dito. O que fazer depois disso? Cheguei até a provocar um certo ciúme em seu, digamos, parceiro – o que eu encarei como uma espécie de bater de martelo que, realmente, algo estava acontecendo. Mas os códigos seguiam sem que nada parecesse sequer chegar perto do concreto. E minha agonia aumentava. Até que, como eu disse, às vésperas dos holidays de final de ano, ele resolveu falar. Convidou-me pra viajar com ele, apenas nós dois, como amigos que, na verdade, não éramos. Tremi. Pedi tempo pra pensar. Terminei por aceitar. Mas ele desapareceu nos dias que sucederam o convite e, sumariamente, fingiu que nada tinha acontecido, e que convite algum tinha sido feito, quando voltamos a nos encontrar, já nos primeiros dias deste ano. Foi horrível...

Quatro meses depois – e MUITA coisa aconteceu comigo nesse período – voltei a encontra-lo com maior freqüência, como iniciei contando neste relato. Algumas coisas mudaram. Porém, outras jamais mudam. Ele continua igual. Seu olhar continua castanho e, parece, voltou a se interessar por meus movimentos gordinhos. E eu, como diz a música, por enquanto continuo, nesta história e mesmo na vida, “sob a mesma condição: distraindo a verdade e enganando o coração”.



Escrito por De Luxe às 17h57
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   E no começo eram as trevas...

Pois é. Aderi. Tanto ouvi falar, fui convidado a visitar e blábláblá que, não resisti, aderi. Sabe aquele livro do Salam Pax, aquele blogueiro que descreve o dia a dia no Iraque durante a guerra (O Blog de Bagdá, Cia das Letras)? Pois é, até esse livro foi parar no banheiro do meu trabalho, do lado da privada (vou fingir que não sei como) e toda a vez que eu ia, enfim, ao banheiro, ficava lá aquele livro, sobre o bidê, me convidando a saber como uma porção de mensagens pessoais pode simplesmente se tornar um best seller, o registro de uma época. É. Sem a pretensão de que meu blog se torne um best seller ou o registro de uma época (sem pretensão, mas com sincera e profunda esperança), eu aderi. Te cuida, Salam Pax, que o blog de São Paulo tá na área.

Para quem está sem fazer nada.

Para quem acha que o mundo é uma merda.

Para quem pensa que o Prince não grava mais.

Para quem segue sozinho a longa trilha que leva à aurora (the dawn) de novos tempos.

Para Lenny e Benny na fábrica de chocolate...

Este é www.foradogancho.zip.net... Aqui quem vos escreve é o seu De Luxe e... v'ambora que quem sabe faz a hora.

Thank U.


Escrito por De Luxe às 17h05
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