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Dia da manga com leite 2 (por sua vez, 2a parte) – inicio da missão

Deu Notlim na cabeça, senhoras e senhores, na sessão desta sexta-feira na terapia. Ninguém merece, eu não sou obrigado e não vem de escada que o incêndio é no porão! Vou chamar o pretê na chincha (talvez seja com “x”, mas eu não achei no Aurélio). Okay, okay, não vou surtar. Juro! Mas lembra que eu disse que a minha postura passiva (sem trocadilhos, por favor) nessa história com o Notlim estava me enchendo a paciência e que cabia a mim decidir se eu queria continuar assim ou não? Pois bem, eu não quero, mas posso ver que não vou conseguir virar essa página deixando pendentes algumas passagens que invadem meus pensamentos de maneira a quase fundir a cuca. Pois sem alardes, sem nenhuma fanfarra, eu vou ter uma conversa com ele movido única e exclusivamente pelo desejo de não deixar que os fatos me assolem. Darei a ele a chance, o tempo e, se ele quiser, até o vocabulário necessários para que tudo fique bem claro. Love me or leave me, cause “I don’t wanna wait in vain for your love”, como diz a música do Bob Marley.
Escrito por De Luxe às 13h31
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Dia da manga com leite 2 - início da missão
Sexta-feira de novo e de novo dia de deitar no divã...Brincadeira que eu não deito - ainda não - no divã, mas é dia de ir tratar das mazelas que tanto afligem a alma deste De Luxe que vos escreve. Para quem não sabe, o assunto que tem centralizado todo o meu interesse nas duas últimas semanas é o Notlim... Só penso nele, só falei dele na sessão da semana passada e só vou falar dele nesta que...putz, tô atrasado...depois eu continuo...
LOVESEXY!
Escrito por De Luxe às 11h08
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Kill Me!!!!

Galera, eu quero a MORTE!!!! O que é Kill Bill Vol. 1, novo do Quentin Tarantino?!?!?!?! É de sair do cinema com um estado perigoso de espírito querendo basicamente três coisas: mudar-se pra Tóquio, dançar e matar uma pessoa. E olha que essa combinação pode ser BEM interessante...
Na verdade, na verdade, eu já sabia que ia gostar de Kill Bill mesmo antes de assistir. Sabe como é, Uma Thurmam toda de amarelo segurando uma espada samurai!? É de acabar com qualquer cristão. E quando eu sentei minha bundinha no cinema e a viagem começou, vi que estava tudo lá: Uma Thurmam, trilha sonora inusitada/maravilhosa, fotografia setentista, flashbacks misturando o hoje e o ontem, enfim, tudo o que me fez sair bolado do cinema há 10 anos quando eu assisti Pulp Fiction – que eu considero o início do meu processo de perda da inocência.
Durante o filme, enquanto a MARAVILHOSA Uma arrasava – em vários sentidos – com sua espada samurai, metida num modelão fetiche moto girl amarelo-desespero, eu pensava: Taí: esse é um diretor “da minha época”! Muitos diretores são responsáveis pelo modo como eu vejo a vida hoje, mas são monstros que começaram a fazer filmes antes sequer de eu descobrir a masturbação – Woody Allen, Francis Ford Coppola, Martin Scorcese –, mas o Tarantino não. Esse eu vi nascer. E ele é a síntese do mundo que deixaram pra mim: a tradução da violência, da falta completa de perspectiva para os mais jovens (uma das grandes assassinas de Kill Bill tem 17 anos!!!) e da hemorragia de referências com as quais a gente é obrigado a lidar sem ter um segundo de chance de escolher o que a gente realmente quer e precisa. QT pega tudo isso e joga numa betoneira impiedosa e o resultado é X, concreto misturado com sangue. Mas um sangue Hopi Hari, que faz a gente rir, bem banalizando mesmo pessoas segurando seus próprios antebraços decepados. Em Kill Bill, Bruce Lee encontra Giuliano Gema numa Tóquio que faz questão de parecer Nova York. É Scorcese versão nipônica, Hollywood 1984, chique, “fechoso” – como dizem as bichas – sangrento, engraçado, poético e dramático.
Isso sem contar o charme no final, com revelações do tipo não perca o próximo capítulo (entenda-se Vol.2, 3 etc) que algumas pessoas chamaram de “bem novela mexicana”, mas eu prefiro dizer que está mais pra episódio especial de Bonanza divido em duas partes...
SWEETBLOOD
P.S. Minha amiga está mandando avisar que o QT já esteve no Brasil, na Mostra de 91 ou 92, a gente não sabe ao certo.
Escrito por De Luxe às 11h56
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Será que ele

Será que ele se emociona com um poema do Pablo Neruda?
Ou com um clipe da Björk?
Será que ele sente um frio na espinha quando vê Satine descendo no balanço?
Ou se coloca no lugar do Christian e não se contém ao ouvir Your Song?
Será que ele acha bonito o Elton John tê-la escrito para um rapaz?
Ou acha isso desnecessário?
Será que ele sente vergonha quando recebe flores?
Sente vergonha, mas sorri?
Sente vergonha, mas recusa?
Recusa, mas se emociona?
Será que ele entende a pedra no meio do caminho?
Será que ele desvia da pedra?
Será que ele atira pedras?
Será que ele beija?
Ou se deixa beijar?
Se que ele abraça ou se deixa abraçar?
Será que ele é apaixonado?
Será que ele adora?
Será que eu sou apaixonado
Por ele?
Escrito por De Luxe às 11h06
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Preciso dizer que te amo
(Dê / Bebel Gilberto / Cazuza)

Quando a gente conversa Contando casos, besteiras Tanta coisa em comum Deixando escapar segredos
E eu não sei em que hora dizer Me dá um medo, que medo Eu preciso dizer que eu te amo Te ganhar ou perder sem engano Eu preciso dizer que eu te amo Tanto
E até o tempo passa arrastado Só pra eu ficar do teu lado Você me chora dores de outro amor Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero ser teu amigo Que amigo, oh! Que eu preciso dizer que eu te amo Te ganhar ou perder sem engano Que eu preciso dizer que eu te amo Tanto
4 U, Notlim...
Escrito por De Luxe às 17h45
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Mais uma coisa ou duas sobre ele...

Dia desses eu estava pensando nele, de novo.
Se eu digo que no prédio em frente funciona minha psicóloga, ele engata um papo sobre imóveis. Se eu digo que nasci em São Paulo, ele começa a dizer como ele veio parar aqui. Se eu confesso que me sinto só às vezes, e que gostaria de ter mais sorte no amor, ele...bem, ele dá um jeito de deixar a conversa.
Ele não se interessa muito por mim ou pelas minhas coisas.
Mas por que deveria, não é?
Dia desses eu estava observando o cara que tem o amor dele já faz dez anos. Nada de mais. Eu me acho mais bonito, eu me acho mais interessante, eu me acho mais apaixonado, eu me acho. Mas o cara tem algo que eu não tenho: o amor dele há dez anos.
Não vejo a hora do tempo ter passado muito para essa história.
Feeling a little bad,
De Luxe
Escrito por De Luxe às 17h40
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