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Agora eu entendi aquela história de “até que a morte os separe”...
Tipo, um olha pro outro e diz:
- Eu? Morrer por você? Nem fodendo!!!! Viu? Até que a morte os separe...
Escrito por De Luxe às 14h15
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Se hoje eu fosse uma música do Prince, eu seria essa...
Tangerine
Some days I feeL tangerine Some days I feeL blue Some days I just wanna black out everything I feLt 4 U Even though I take your picture everywhere I go I use it 4 a coaster and drink the overflow
Some days I make a Lot of money and give it all away 2 take my mind off the tangerine color of your negligeé Beggars can't B choosy if they don't know how 2 serve U got a different phone number and a lot of nerve
Some days I feel tangerine Some days I miss U 2...
Escrito por De Luxe às 08h39
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Act your age, mamma...

O chavão é que a idade é só um número. Mas, às vezes, a idade é bem mais que isso. Perambulando pela internet – numa atual fase de tédio profundo e falta absurda de vontade de trabalhar – deparei-me com uma imagem que muito me trouxe satisfação e nostalgia. É essa aí de cima. Prince e Wendy juntos, numa perfomance em um programa de televisão em fevereiro deste ano. Para quem não sabe, Wendy foi guitarrista da Revolution, aquela banda que o acompanhava quando ele mandava no mundo – leia-se Purple Rain, When Doves Cry, Kiss... A satisfação venho do fato de os dois estarem às voltas um com o outro de novo, e a nostalgia, por outro lado, soltou da tela do computador direto para cima de mim quando os vi na foto mais velhos, mais sóbrios, mais compenetrados, vestidos de preto e – por incrível que pareça em se tratando de Prince – absolutamente discretos. A legenda da foto dizia que eles tocavam Reflection, uma balada do novo disco dele, Musicology, e que, igualmente, é mais sóbria, compenetrada e discreta. Impossível foi não pensar nos mesmos Prince e Wendy há 18 anos em cena do vídeo de Kiss. Ele, novinho, de mini-blusa e calça saint tropez, gritando como um louco, pulando como um louco, mandando beijinhos no refrão. E ela, talvez ainda mais jovem, toda de vermelho, brincos gigantescos, dominando uma guitarra aos risos, fingindo satirizar os movimentos exagerados do colega que a provocava o tempo todo.
O tempo muda tudo mesmo...
De Luxe P.S. Quanto a mim, cada vez menos Kiss e mais Reflection. O tempo muda tudo...MESMO.
Escrito por De Luxe às 16h44
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This used to be my playground
Hoje quando eu pus o pé para fora de casa, a segunda-feira ficou feia. E no caminho até o trabalho me pus a pensar se eu era mais feliz antes. Mas antes quando? Quando eu nasci? Não me lembro... Ou melhor, de algumas coisas eu lembro sim. Tenho memória boa. Lembro de coisas da minha mais tenra infância. Como quando minha mãe me deu um trenzinho que tocava música. Não era dia das crianças nem Natal. Mas minha mãe tinha dessas: me dar presentes fora de época. Pois então, o tal trenzinho veio num embrulho marrom com bolinhas brancas. Nunca caixa grande, quadrada e muito atraente para uma criança. Hoje em dia não se usa mais embrulhar as coisas em papel de presente. Agora são sacolas de papel, ou aqueles papeizinhos finos e um tanto sem graça. Os presentes não ficam mais tão bonitos. Será que eu era mais feliz quando se usava papel de presente?
Ou será que era quando meus problemas se resumiam a ter prova de matemática no dia seguinte? O tempo passou, eu não aprendi matemática e sigo a vida... Tudo bem, tenho lá meus problemas com os números. Mas provas de matemática não me mataram. Então por que será que, hoje, eu insisto em pensar que os meus problemas são maiores do que eu? Será que eu era mais feliz quando não sabia que os problemas eram menores e mesmo assim conseguia passar por cima de todos? Afinal, hoje eu tenho a certeza – endossada pela analista – de que os problemas estão todos na minha cabeça, mas não consigo fazer nada quanto a eles. Será que eu era mais feliz quando os problemas estavam na prova de matemática?
Eu me magoava muito facilmente quando era pequeno. Magoava-me com meus primos, com meu tio, com minha mãe, com meus colegas de escola. Aquela escritora infantil, a Tatiana Belinky, disse numa entrevista que era uma menina estranha. Não chorava nem mentia. Eu não mentia, mas chorava como se todo dia fosse dia de enterro. Minha mãe até dizia que quando ela morresse, eu não teria lágrimas pra chorar por ela. Será que eu era mais feliz quando tinha mais lágrimas? Ou, quem sabe, quando me magoava mais? Hoje sinto uma necessidade boba de me magoar menos como se isso fosse ser uma pessoa “mais forte”. Bobagem. Queria me magoar mais, fazer bico e chorar, chorar muito. Mas a idade adulta é a idade do “sem ressentimentos”. Por que será que todos dizem “sem ressentimentos”? Ressentir-me com alguém tem significado arrumar dois problemas: o acontecido e o que não deveria acontecer. Afinal, o que o adulto faz nessas horas? Finge que nada aconteceu. A não ser quando é grave, claro. Mas quando é grave? Se a gente não sabe mais, quem é que vai nos dizer? Será que eu era mais feliz quando eu próprio decidia o que era grave? E fazia bico e chorava... Mas a idade adulta é a idade da “cabeça erguida”. Por que será que temos tanto de andar com a cabeça erguida? Para não ver os problemas menores que nós? Ou será para conseguir prestar bastante atenção nos maiores?
Hoje acordei sentindo muita saudade: do meu trenzinho que tocava música, do papel marrom com bolinhas brancas que o embrulhava, de papéis de presente, de me magoar, de fazer bico e de chorar.
Escrito por De Luxe às 18h47
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